Skip to main content

A excelência operacional se consolidou como um dos principais objetivos das organizações industriais nas últimas décadas. A busca por produtividade, redução de desperdícios, aumento de eficiência e maior previsibilidade trouxe ganhos importantes para empresas de diferentes setores.

Ao mesmo tempo, cresce entre lideranças industriais uma discussão relevante sobre os limites da visão tradicional da excelência operacional. Em muitos casos, operações altamente eficientes também passam a enfrentar dificuldades para evoluir, inovar e sustentar vantagem competitiva no longo prazo.

Essa reflexão está alinhada à visão de Ricardo Borgatti, sócio-fundador da Borgatti Consulting, sobre os desafios da excelência operacional, inovação e construção de operações preparadas para o futuro. 

O debate não questiona a importância da excelência operacional. O ponto central é outro: eficiência isolada pode não ser suficiente para sustentar adaptação, inovação e geração contínua de valor em ambientes cada vez mais complexos e dinâmicos.

É nesse contexto que ganham relevância os conceitos de Excelência Inovativa® e Excelência Contributiva, utilizados pela Borgatti Consulting para ampliar a visão tradicional da gestão das operações. 

Acompanhe!

Quando a excelência operacional deixa de ser diferencial

A excelência operacional normalmente está associada a estabilidade, previsibilidade, redução de desperdícios e melhoria contínua dos processos. O problema é que, com o tempo, parte dessa excelência deixa de ser percebida como diferencial pelo cliente.

 Ricardo Borgatti chama atenção para esse paradoxo ao analisar a relação entre desempenho operacional e percepção de valor.

“À medida que a empresa se torna excelente, ou seja, passa a ter um desempenho excelente, essa excelência se torna invisível para o cliente.” 

Na prática, isso significa que a excelência passa a ser entendida como obrigação e não mais como elemento diferenciador.

Quando tudo funciona corretamente, o cliente considera aquilo como esperado. Já uma falha pontual pode ganhar proporções muito maiores e comprometer rapidamente a percepção construída ao longo do tempo.

“E aí, quando um problema acontece, ele é supervalorizado.” 

Esse cenário exige uma mudança importante na forma como as empresas enxergam a própria excelência operacional. Não basta apenas entregar eficiência. É necessário garantir que o valor gerado seja percebido pelo cliente.

“Ou seja, não basta ser excelente. É preciso tornar a excelência visível.” 

A discussão conecta excelência operacional, experiência do cliente e diferenciação competitiva. Empresas que não conseguem transformar desempenho em percepção de valor correm o risco de transformar excelência em obrigação invisível.

“Excelência mal comunicada pode perder força ao longo do tempo.” 

O risco das melhorias locais nas operações

Outro problema recorrente nas organizações industriais está relacionado ao foco excessivo em ganhos departamentais.

Muitas empresas ainda estruturam suas iniciativas de melhoria buscando maximizar produtividade local, eficiência isolada ou redução de desperdícios em áreas específicas, sem avaliar adequadamente os impactos no fluxo global da operação.

Esse pensamento departamentalizado limita a compreensão sobre o impacto das decisões no todo e colabora para que muitas melhorias tenham foco apenas em resultados locais. 

Quando a melhoria local prejudica o resultado global 

Na prática, uma melhoria local pode gerar aumento de estoque, sobrecarga em gargalos, desalinhamento com a demanda e perda de eficiência no fluxo global.

Melhorar localmente não garante o melhor resultado global. Em muitos casos, pode até piorar

Excelência Contributiva e a visão sistêmica das operações 

Essa reflexão leva ao conceito de Excelência Contributiva, utilizada pela Borgatti Consulting para ampliar a visão tradicional da excelência operacional.

A proposta da Excelência Contributiva é conectar a atuação das áreas aos fluxos de valor e aos resultados efetivos do negócio. 

Essa visão exige compreender que departamentos fazem parte de fluxos maiores, conectados ao cliente, aos gargalos operacionais e à geração de valor para o negócio.

A ideia é compreender que cada área, atuação ou departamento pertence a um fluxo de processo e deve contribuir para a geração de valor ao cliente. 

O conceito também amplia a relação entre operações e resultado financeiro.

Essa visão também se conecta a conceitos de Lean Accounting, buscando maximizar a margem de contribuição, criar caixa e gerar resultados efetivos para o negócio. 

Em síntese, a Excelência Contributiva conecta a parte com o todo. 

Por que operações eficientes podem perder capacidade de inovação

A pressão constante por desempenho imediato também produz outro efeito importante nas organizações: a redução da capacidade de experimentar, aprender e evoluir.

Empresas que operam permanentemente no limite acabam eliminando espaços importantes para testes, desenvolvimento de novas soluções e construção de capacidades futuras.

Ricardo Borgatti destaca esse risco ao discutir os limites da excelência operacional tradicional.

“A verdade é que podemos ser excelentes, mas também nos tornar ultrapassados.” 

Excelência Inovativa® e a integração entre eficiência e inovação 

Esse cenário motivou o desenvolvimento do conceito de Excelência Inovativa® cunhado pela Borgatti Consulting.

“Eu proponho a ideia de um conceito de Excelência Inovativa, onde não se deixa de lado as questões de melhoria de processos, redução de desperdício, otimização e redução de tempo daquilo que a gente já faz e faz bem.” 

A proposta da Excelência Inovativa® é criar um ambiente onde a própria operação sustente a capacidade de evolução da empresa.

Operações no limite reduzem espaço para evolução 

Para isso, um dos pontos fundamentais é garantir folga de capacidade para experimentação

“Nunca trabalhe na sua capacidade máxima, seja no nível pessoal, seja no nível de processos, de máquina.” 

Operações pressionadas exclusivamente por desempenho imediato tendem a reduzir a capacidade de aprendizado organizacional e dificultar iniciativas voltadas à construção do futuro. 

O papel da liderança na construção de capacidades futuras 

Outro ponto central está relacionado ao papel da liderança.

“Entender que a agenda da liderança tem que ter espaço para pensar no futuro.” 

Aprendizado organizacional e nova relação com o erro 

O conceito também propõe uma nova relação com o erro dentro dos processos de inovação.

“Errar faz parte do aprendizado.” 

No fechamento do raciocínio, Ricardo Borgatti  apresenta a síntese central da Excelência Inovativa®:

“A excelência não é só melhorar o que já existe. Ela também envolve criar condições para o futuro que ainda não existe.” 

I.A. não substitui pensamento crítico e gestão sólida

A ascensão da Inteligência Artificial trouxe novas possibilidades para operações industriais, análise de dados e tomada de decisão. Ao mesmo tempo, também aumentou o risco de empresas acreditarem que tecnologia, sozinha, resolve problemas estruturais de gestão.

 Ricardo Borgatti faz um alerta importante sobre esse tema.

“A IA não vai resolver, nos tempos atuais, fluxos mal desenhados, modelos de ação ruins e respostas para perguntas mal formuladas.” 

A discussão vai além da tecnologia. O ponto central está na qualidade da gestão, na capacidade analítica das lideranças e no repertório técnico das organizações.

“A IA ainda precisa de bons modelos abrangentes e boas perguntas, formuladas por especialistas e pessoas pensantes que estejam à frente dos modelos atuais.” 

Isso significa que ferramentas avançadas continuam dependendo de estruturas sólidas de gestão, entendimento dos fluxos e capacidade crítica para interpretação das informações.

Sem direção estratégica, tecnologia pode apenas acelerar problemas já existentes.

“O direcionamento é o melhor caminho para o melhor aproveitamento da IA.” 

Excelência operacional precisa evoluir para uma visão mais sistêmica

A evolução da excelência operacional exige uma ampliação de perspectiva.

Hoje, operações de alta performance precisam integrar eficiência, inovação, visão sistêmica e geração de valor para clientes e para o negócio.

Isso significa conectar excelência operacional a diferentes dimensões:

  • Percepção de valor pelo cliente;
  • Desempenho global dos fluxos;
  • Sustentabilidade financeira;
  • Capacidade de adaptação;
  • Construção de competências futuras.

Também cresce a importância do repertório das lideranças e da capacidade de ampliar a qualidade das interações com a realidade operacional.

Empresas que conseguem integrar eficiência operacional, visão sistêmica, aprendizado contínuo e capacidade de evolução tendem a construir operações mais preparadas para responder às mudanças do mercado. 

Excelência operacional e o desafio de construir o futuro

A excelência operacional continua sendo fundamental para organizações industriais competitivas. Mas excelência não pode significar apenas fazer melhor o que já existe.

As empresas que irão sustentar competitividade no futuro serão aquelas capazes de integrar eficiência operacional, inovação, visão sistêmica e capacidade contínua de adaptação.

É exatamente nesse contexto que conceitos como Excelência Inovativa® e Excelência Contributiva ampliam a visão tradicional da gestão das operações.

Mais do que melhorar indicadores isolados, essas abordagens propõem operações preparadas para aprender, evoluir, gerar valor de forma integrada e construir vantagem competitiva sustentável.

Porque operações de alta performance não devem apenas responder ao presente. Devem também construir o futuro.

Se a sua operação enfrenta dificuldades para evoluir, inovar e sustentar resultados de longo prazo, talvez o desafio não esteja apenas na eficiência, mas na forma como a excelência está sendo conduzida.

Entre em contato conosco e entenda como a Borgatti Consulting apoia empresas na construção de operações mais integradas, adaptáveis e preparadas para o futuro.

Leia também: 

Siga-nos nas redes sociais (LinkedIn, Facebook e Instagram) e acompanhe nosso canal no YouTube para acessar conteúdos exclusivos que contribuem para a evolução das operações e o crescimento da sua empresa.

Conheça também nossos cases de sucesso em grandes indústrias farmacêuticas do Brasil.