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Você conhece a relação entre Lean e a Lei de Little

Esses conceitos estão interligados e, quando combinados, representam uma verdadeira revolução na melhoria contínua em processos produtivos de uma empresa.

Com eles, é possível identificar os gargalos e reduzir desperdícios, aumentando a eficiência e a produtividade.

Essas melhorias têm um impacto positivo no lead time, proporcionando uma experiência mais satisfatória para o cliente.

Continue a leitura e entenda como essa estratégia valiosa pode te ajudar a obter melhores resultados em seu negócio!

Lean e a Lei de Little: Explorando o conceito

Publicada pela primeira vez em 1954, a Lei de Little é uma das leis que compõem a teoria das filas

É um princípio matemático que relaciona o tempo médio de espera em uma fila de espera com a taxa de chegada de clientes e o número médio de clientes em serviço.

Recebe o nome de John Little, professor do MIT que, em 1961, demonstrou matematicamente a validade universal da lei.

Originalmente desenvolvida na área de Investigação Operacional, a Lei de Little encontrou na Gestão de Operações, tanto na indústria quanto nos serviços, um campo fértil para sua aplicação. 

Ela permite a compreensão da relação entre estoques, tempos e custos em um sistema de produção ou operação, fornecendo uma base sólida para tomadas de decisões mais eficazes e estratégicas.

Como ela se relaciona com o Lean?

A conexão entre o Lean e a Lei de Little reside no fato de que o Lean busca reduzir o tempo de espera e os desperdícios em um processo produtivo, enquanto a Lei de Little ajuda a entender como a quantidade de clientes no fluxos e o tempo médio de espera estão relacionados. 

Portanto, ao utilizar a Lei de Little em um processo produtivo, é possível identificar gargalos e pontos críticos que precisam ser melhorados para reduzir o tempo de espera e aumentar a eficiência.

Por exemplo, ao analisar a fila de espera em um processo produtivo, é possível identificar o tempo médio de espera dos clientes e o número médio de clientes em serviço. 

Com base nesses dados, é possível aplicar técnicas Lean para reduzir o tempo de espera, como a Produção Puxada, que busca produzir somente o que é demandado, eliminando a superprodução e reduzindo o tempo de espera dos clientes.

Afinal, na Manufatura Enxuta (Lean Manufacturing), uma das relações mais importantes é entre WIP (trabalho em progresso), throughput (taxa de saída) e lead time (prazo de entrega). 

Quando há uma alteração em um desses elementos, os outros dois também sofrem impacto. 

Normalmente, a estratégia utilizada para melhorar o lead time é encontrar o WIP crítico (ponto ideal de WIP no sistema), mantendo o throughput constante (uma vez delimitada a restrição do sistema).

Dessa forma, a Lei de Little pode ser aplicada em sistemas estáveis, para calcular o Lead Time esperado do sistema.

FIFO

Outra técnica Lean que pode ser aplicada em conjunto com a Lei de Little é o FIFO, que é um sistema de controle de produção baseado nas premissas básicas de produção conforme a sequência de chegada na fila e limite de lotes em espera.

Esse sistema permite que o processo produtivo seja ajustado de acordo com a demanda efetiva e complexidade do fluxo produtivo, limitando a quantidade de lotes na fábrica.

A seguir, entenda como essa relação funciona na prática!

Lean e a Lei de Little: Como aplicá-la na indústria?

Vamos à prática?

A Lei de Little aplicada na indústria relaciona o lead time esperado (prazo de entrega) com o trabalho em andamento, ou em progresso (WIP) na fábrica, uma vez que a taxa de saída é limitada pelo gargalo do fluxo. 

Controlar o lead time é desafiador, sendo mais fácil controlar o WIP da fábrica. Para isso, encontramos o WIP crítico, que é o ponto ideal de lotes na fábrica.

Em outras palavras, podemos dizer que, com a Lei de Little, é possível determinar uma quantidade de trabalho em progresso (WIP) para um determinado tempo de espera (lead time), ajudando a obter uma visão mais clara do fluxo de entregas e da capacidade da indústria de receber novas demandas

Portanto, ela é particularmente útil em estratégias de Quick Response Manufacturing (QRM), que visam reduzir os custos por meio da diminuição do Lead Time.

Mas cuidado!!! Reduzir o WIP a níveis muito menores que o crítico, com o objetivo de redução de Lead Time, pode gerar um efeito ainda pior no fluxo produtivo, com a redução do Throughput. Ou seja, um lead time baixo, mas com taxa de saída também baixa, não possibilitando a utilização completa da capacidade de entrega da fábrica.

Cabe ressaltar que é benéfica a aplicação da Lei de Little em um fluxo de trabalho utilizando o método FIFO ou CONWIP, uma vez que os mesmos ajudam a restringir a quantidade de WIP no fluxo, assegurando um WIP mais próximo do crítico e evitando descontroles causados por variações de venda e equipamentos.

Aprofunde seu conhecimento sobre esse tema com a leitura do artigo ‘Desafios, facilitadores e impactos na implementação e a manutenção do CONWIP como mecanismo de controle de fluxo de produção’, de Joanan Delmond, consultor da Borgatti Consulting.

Como é calculada?

 A Lei de Little é calculada com base em três variáveis:

  • (WIP) Work in Progress: trabalho em progresso ou em andamento; 
  • Throughput: taxa de saída, tempo de vazão ou taxa de entrega; 
  • Lead Time: tempo de atendimento ou tempo que um item, por exemplo, permanece dentro do fluxo, incluindo o tempo de espera. Ou ainda podemos dizer que é o tempo entre a entrada e a saída do processo.

Vantagens 

Como vimos, a aplicação da Lei de Little na indústria oferece uma série de vantagens para aprimorar a eficiência e a capacidade de produção. 

Veja abaixo os principais benefícios que resumimos para você:

  • Identificação de gargalos e estrangulamentos: ajuda a compreender o fluxo de trabalho e a identificar pontos problemáticos na produção, permitindo ações corretivas para melhorias contínuas.
  • Avaliação da eficiência do sistema: possibilita a análise da capacidade do sistema produtivo e a identificação de oportunidades de otimização.
  • Planejamento de produção: permite determinar a capacidade de produção do sistema e planejar a produção futura, garantindo a utilização eficiente dos recursos disponíveis.
  • Gestão de estoques e WIP: ajuda a identificar a necessidade de ajustes nos níveis de estoque e na gestão do WIP, evitando desperdícios e garantindo uma produção enxuta.
  • Tomada de decisões estratégicas: auxilia na tomada de decisões em relação à alocação de recursos e à priorização de tarefas, tornando a gestão do processo produtivo mais eficaz.

Agora que você entendeu a importância da Lei de Little na otimização do processo produtivo, é hora de aplicá-la em seu negócio!

Assim, você poderá oferecer uma experiência mais satisfatória para seus clientes, obtendo melhores resultados. 

Para isso, conte com a Borgatti Consulting e comece já a transformação da sua empresa!

Para falar conosco, acesse o nosso site. Por lá, você também conhece mais sobre a nossa metodologia.

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