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A gestão de estoque da sua empresa está realmente contribuindo para o crescimento sustentável? Ou será que estoques excessivos estão imobilizando recursos e afetando o fluxo de caixa?

Produzir em grandes lotes pode parecer uma forma inteligente de reduzir custos unitários e setups à primeira vista. No entanto, essa prática esconde riscos significativos. No 2º episódio do Podcast Insights Lean, Luiz E. Violland destaca que a produção em grandes lotes, comum em muitas indústrias, compromete o capital de giro e gera desperdícios de recursos.

De fato, estoques elevados, quando não alinhados às vendas reais, imobilizam capital e geram custos ocultos, como manutenção, armazenagem e risco de obsolescência. Para evitar esse cenário, o alinhamento entre vendas e produção por meio de estratégias como o S&OP (Sales and Operations Planning) e a redução de tempo de setups são essenciais.

Neste blog, exploramos como a gestão moderna de estoques, baseada em fluxo sincronizado e planejamento integrado, pode liberar recursos, melhorar a eficiência e transformar sua operação!

Acompanhe conosco!

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Gestão de Estoque: Estoques elevados e o impacto no capital de giro

Estoques excessivos são uma armadilha para o fluxo financeiro. Eles imobilizam recursos, diminuindo a liquidez da empresa e dificultando investimentos em outras áreas críticas. Além disso, existem custos ocultos que passam muitas vezes despercebidos:

  • Armazenagem: Manter estoques exige espaços físicos, o que pode significar aluguéis ou custos de manutenção elevados;
  • Obsolescência: Produtos em excesso podem perder valor ou validade, especialmente em indústrias como a farmacêutica;
  • Manutenção e seguros: Estoques grandes demandam maior controle e proteção, aumentando os custos fixos.

E ainda: Outro fator importante é o custo de setups extensos, que forçam a produção em grandes lotes, descompassando o fluxo de vendas e consumo de capital.

No  2º episódio do Podcast Insights Lean, Luiz E. Violland cita o exemplo de uma empresa com um centro de distribuição (CD) automatizado, valorizado por sua grande capacidade de armazenagem. Contudo, essa visão, baseada na produção excessiva, revelou-se ultrapassada. Em vez de representar eficiência, os estoques elevados refletiam uma desconexão entre o ritmo de produção e as vendas, imobilizando capital e comprometendo o fluxo financeiro.

Leia também: Como escolher o Layout Produtivo ideal para maximizar a eficiência na sua indústria.

Gestão de Estoque: O alinhamento entre produção e vendas como solução

Uma das causas principais dos estoques elevados é o desalinhamento entre o sell-in (vendas internas para distribuidores) e o sell-out (vendas finais para o cliente)

Violland explica que, na área comercial, esse alinhamento era uma prioridade, evitando empurrar produtos para os clientes apenas para bater metas. Porém, na produção, a lógica ainda era produzir em excesso, descompassando o fluxo de caixa.

Estratégias eficazes para uma Gestão de Estoques Eficiente

Para alcançar uma gestão de estoques que otimize o capital de giro, é necessário adotar estratégias integradas :

1. Planejamento S&OP (Sales and Operations Planning)

O S&OP é uma estratégia central para alinhar produção e vendas, garantindo o equilíbrio entre oferta, demanda e capacidade produtiva.

Reuniões periódicas permitem que as áreas envolvidas ajustem previsões de demanda, evitando picos que desestabilizam estoques e sincronizando metas de vendas, produção e materiais. Esse processo traz para empresa e ferramentas lean uma visão mais alinhada à demanda real, melhorando a aplicação de recursos e reduzindo desperdícios. 

  • Integre áreas estratégicas para perseguir as demandas reais;
  • Crie metas de vendas de forma estruturada;
  • Domine a sua capacidade produtiva;
  • Gire continuamente o Ciclo de S&OP

Saiba mais: Transforme sua área S&OP: Migre do S&OP “Tradicional” para o S&OP Demand Driven e alavanque resultados!

Planejamento puxado e nivelamento (Heijunka)

Uma estratégia eficaz é adotar o modelo de produção puxada, em que a produção responde diretamente à demanda do cliente.

O nivelamento da produção, conhecido como Heijunka, permite ajustar o ritmo produtivo para evitar picos ou quedas bruscas, garantindo um fluxo constante. O Heijunka possibilita que o nivelamento produtivo seja ajustado às variações de venda evitando soluços produtivos ou necessidade de entregas emergenciais. 

No caso citado por Luiz E. Violland  no 2º episódio do  Podcast Insights Lean, um executivo de uma empresa trabalhou para nivelar tanto as vendas semanais quanto a distribuição geográfica. Essa iniciativa foi essencial para estabilizar o capital de giro e o fluxo de caixa, reduzindo o impacto negativo de picos de produção e vendas.

Leia também: Produção Puxada: Como aplicá-la na indústria?

2. Redução de lotes e flexibilização da produção

Aplicar o conceito de One Piece Flow permite flexibilizar a produção e reduzir estoques intermediários. Consequentemente, melhora a capacidade de resposta às mudanças na demanda e necessidade de estoque, mantendo estoques em níveis saudáveis.

Leia também o artigo completo de Árthur Balonecker Ferreira: “Setup nosso de cada dia para reduzir o nível de estoque”.

3. Integração entre áreas

A comunicação entre produção, vendas e finanças deve ser constante. Quando as áreas trabalham de forma isolada, decisões desalinhadas aumentam os estoques e comprometem o fluxo financeiro.

Leia também: Gestão Lean no Supply Chain: Alcance mais eficiência e a satisfação do Cliente!

Transforme sua Gestão de Estoques e Alcance Alta Performance!

Como ficou claro, o excesso de estoques e a produção em grandes lotes afetam diretamente o fluxo de caixa e o desempenho financeiro da empresa. 

Estratégias como o planejamento S&OP, o nivelamento da produção e a integração entre áreas são fundamentais para melhorar a eficiência e a competitividade.

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Para saber mais sobre nossa expertise, leia: Gestão de Operações de Alta Performance: por que contar com a Borgatti Consulting?

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