As feiras industriais deixaram de ser apenas vitrines de produtos ou encontros pontuais no calendário da indústria. Hoje, são ecossistemas vivos, estrategicamente desenhados para gerar conexões, disseminar conhecimento e impulsionar projetos ao longo de todo o ano.
No 11º episódio do podcast Insights Lean, Ricardo Borgatti conversa com Nadja Bento, COO da NÜRNBERGMESSE BRASIL, organizadora de grandes eventos como a FCE Pharma. Ao longo da entrevista, Nadja revela os bastidores dessa transformação e como expositores e visitantes podem gerar resultados antes, durante e depois da feira.
Neste blog, você vai descobrir como essas plataformas estão mudando a lógica dos negócios industriais e o que sua empresa pode fazer para aproveitar ao máximo esse novo modelo.
Acompanhe essa nova era das feiras industriais e veja como conexões estratégicas podem impulsionar inovação e resultados!
Conexões reais movimentam a indústria
Nadja Bento destaca que a força das feiras está nas trocas humanas. Mais do que estandes ou palestras, o que movimenta os negócios são as interações genuínas entre pessoas e empresas.
“Ninguém tira o poder de uma conexão real. Ninguém tira o poder da troca. A todo momento no nosso dia, você precisa trocar algo com alguém. Tem alguém que entra na sua sala para te pedir, ou te liga para te pedir alguma coisa, ou você precisa dessa ajuda. Isso são conexões. Os grandes eventos são, nada mais, do que uma grande conexão de uma comunidade específica. É quando a gente junta todos os interessados daquela temática para desenvolver algum produto, algum projeto no mesmo lugar.”
(Nadja Bento)
Com essa frase, Nadja sintetiza o que é hoje o coração das feiras industriais. Mais do que uma exposição, elas se tornaram plataformas de relacionamento, reunindo diferentes personas em torno de uma temática comum.
Essas conexões acontecem antes, durante e depois do evento. Em jantares corporativos, podcasts, encontros paralelos, pílulas de conteúdo e interações digitais. O evento não acaba quando os estandes fecham. Ele é parte de um fluxo contínuo.
A experiência do visitante como estratégia central
Nas feiras industriais, o visitante deixou de ser um coadjuvante e passou a ocupar o centro da estratégia. Entender suas necessidades é o ponto de partida para gerar valor.
“A gente faz o evento para o visitante. A hospitalidade, em primeiro lugar, é para ele, porque, se ele for, eu consigo, devagar, atender à demanda da cadeia, porque sai dele a necessidade, sai dele o projeto, sai dele o avanço, sai dele o próximo passo. E a indústria tem que estar preparada para abastecer com o que tem de tecnologia, inovação, facilitador, para que esse projeto se desenvolva, para que ela cresça.”
(Nadja Bento)
A fala de Nadja reforça a mudança de foco das feiras industriais. Antes centradas nos expositores, agora a estratégia coloca o visitante como protagonista. Sua jornada, dores e interesses determinam como o evento é estruturado.
A cadeia de valor se alimenta das demandas que nascem no “chão da feira”. Por isso, entender quem é o visitante e quais soluções ele precisa é essencial para gerar valor real.

Curadoria e diversidade para gerar decisão
Nadja enfatiza que uma feira relevante precisa oferecer escolhas ao visitante. Isso exige planejamento e curadoria estratégica.
“A gente tem buscado, cada vez mais, diversificar o portfólio de marcas expositoras. Um dos pilares é entender as necessidades do mercado e trazer todas as soluções que esse mercado busca. E, dentro de cada solução, pool de escolha. O visitante precisa ter opções. Até para ele poder sair de um evento e falar: ‘Poxa, descobri essa tecnologia, vi esses fornecedores, é aqui que eu vou desenvolver o meu projeto.’ Então, eu sou um facilitador.”
(Nadja Bento)
Uma feira industrial de excelência não se define pela quantidade de estandes, mas pela qualidade da experiência que oferece. E isso passa por uma curadoria criteriosa. O visitante precisa ter liberdade para comparar, descobrir, experimentar e sair com a certeza de que encontrou um caminho concreto para seu projeto.
Essa diversidade é o que transforma um evento em um verdadeiro facilitador da inovação industrial.
Da plataforma ao ecossistema: o novo ciclo das feiras industriais
As feiras industriais estão migrando de eventos pontuais para ecossistemas perenes, sustentados por conteúdo e relacionamento contínuos.
Ou seja, o modelo clássico de três dias de evento está ficando para trás. No lugar dele, surgem ecossistemas integrados, com ações de relacionamento e conhecimento ao longo do ano.
A FCE Pharma, por exemplo, promove encontros com lideranças, debates sobre sucessão e jantares temáticos, criando um espaço de escuta e interação entre diferentes perfis da indústria.
A proposta é simples: criar uma comunidade ativa, onde o visitante não apenas consome informação, mas contribui, interage e se prepara para tirar o máximo proveito da feira.
O futuro é colaborativo e personalizado
Para que esses ecossistemas funcionem, tecnologia e inteligência de dados ganham protagonismo. A personalização da jornada de visitantes e expositores se tornou um diferencial competitivo.
Nadja compartilhou uma das inovações adotadas pela NÜRNBERGMESSE BRASIL:
“A NÜRNBERGMESSE recentemente lançou o NMB1. Então, são todas as nossas soluções conectadas num único lugar. A gente tem uma inteligência artificial nossa, que é a Norma. A Norma, ela atua tanto para apoiar expositores, quanto apoiar visitantes nas principais dúvidas. E o que a Norma não ajuda, direciona para algum atendimento, e a gente está à disposição.”
Com isso, os expositores ganham subsídios para montar estratégias mais eficazes, enquanto os visitantes chegam mais preparados, com suas rotas definidas e expectativas mais alinhadas. Trata-se de um uso inteligente da tecnologia para enriquecer a experiência de ponta a ponta.
Um novo mindset para as feiras industriais
Como você acompanhou, o 11º episódio do podcast Insights Lean revela que, mais do que adaptar formatos, as feiras industriais estão ressignificando seu papel. Elas deixaram de ser ponto de chegada. Agora, são ponto de partida para transformações reais.
Para empresas que buscam se manter relevantes, participar desses ecossistemas não é mais uma opção. É uma estratégia.
Quer ver a conversa completa? Clique aqui para assistir ao episódio completo. Se preferir, ouça no Spotify.
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