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Entre todos os desperdícios Lean, a superprodução é o mais grave. Ela leva ao excesso de estoque, gerando muitos prejuízos e, consequentemente, afetando a lucratividade. 

Então, se o excesso de produção e de estoque afetam o seu negócio, saiba que o primeiro passo para combater esses desperdícios do Lean Manufacturing é reconhecer que eles existem! 

Em seguida, é essencial ter um processo realmente efetivo para identificá-los.

Para te ajudar nesse desafio, reunimos neste texto algumas informações valiosas sobre a causa desses problemas e o que fazer para superá-los.

Boa leitura!

Desperdícios Lean: Explorando o conceito

Para a metodologia Lean, desperdício é algo ou qualquer atividade que não agrega valor ao cliente.

Com esse pensamento, há mais de 50 anos, a Toyota desenvolveu e implementou a metodologia de gestão industrial Lean Manufacturing (Manufatura Enxuta), tida até hoje como referência.

O Lean Manufacturing identifica oito desperdícios que comprometem os resultados das empresas. 

São eles:

  1. Transporte: tempo despendido com logística para movimentação desnecessária de materiais e ferramentas de um local para outro;
  2. Estoque ou Inventário: Armazenamento excessivo de materiais, peças acabadas ou em processo, gerando custos com a ocupação de área, além de manutenção de inventário e estoque.
  3. Movimento: tempo gasto com a movimentação de pessoas como deslocamentos desnecessários ou movimento excessivo de máquinas, gerando desperdícios;
  4. Tempo de Espera: perda por tempo de espera é quando há ociosidade na produção pela falta de materiais ou recursos, atrapalhando o fluxo produtivo; 
  5. Superprocessamento: excesso de atividades ou processos na linha de produção que não agregam valor ao produto;
  6. Superprodução: quando se produz mais do que se pode vender, gerando estoque excessivo de produtos acabados, implicando em custos para mantê-lo;
  7. Defeitos: erros de qualidade causam defeitos e, consequentemente, aumentam o tempo gasto refazendo produtos e perdas financeiras com produtos descartados.
  8. Desperdício intelectual: o desperdício de habilidades ocorre quando o potencial dos funcionários não é aproveitado.

Como já mencionamos anteriormente, nosso foco neste conteúdo será apenas em dois grandes desperdícios: a superprodução (excesso de produção) e o de estoque.

Afinal, a superprodução, o mais grave de todos os desperdícios Lean, leva a altos níveis de estoque, mascarando muitos problemas organizacionais. 

A seguir, entenda exatamente o que é a superprodução, suas principais consequências e como superar esse desperdício.

Desperdícios Lean: Superprodução 

Entende-se como superprodução (excesso de produção) a fabricação de produtos desnecessários e independentes das demandas dos clientes.

De forma objetiva, podemos dizer que a superprodução é aquela que excede as demandas dos clientes.

Consequentemente, a fabricação de produtos em grande quantidade ou cedo demais, antes que seja realmente necessário, leva ao estoque excessivo.

Ou seja, produzir demais o que o cliente não quer no momento gera desperdícios. 

Entenda como ocorre a superprodução

A superprodução geralmente ocorre por diversas razões. Entre as principais delas estão: 

  • Tentativa de maximizar o rendimento das máquinas;
  • Trabalho com lotes superdimensionados, para redução do custo unitário;
  • Programação  empurrada com base na previsão de venda, “adivinhando” o que o cliente desejará no futuro;
  • Relacionamentos ruins com fornecedores: o receio quanto ao fornecimento faz com que a indústria solicite mais do que precisa de matéria-prima e mais cedo, ou seja, antes do tempo necessário
  • Longos prazos de entrega, entre tantas outras causas.

Com isso, a superprodução gera altos níveis de estoque, mascarando diversos outros problemas em sua indústria.

Consequências da superprodução

  • Estoque excessivo;
  • Produção de bens imprecisos ou produtos indesejados, e não o que o cliente realmente deseja;
  • Obsolescência e deterioração de produtos;
  • Altos custos para manutenção de matéria-prima, estoque e produtos acabados;
  • Custos excessivos com pessoas durante o trabalho desnecessário em andamento;
  • Inconsistência no fluxo de material;
  • Diminuição da produtividade;
  • Informações imprecisas sobre os serviços ou produtos;
  • Riscos de maiores perdas por desvios de qualidade, associados a lotes grandes, levando à incapacidade de identificar defeitos no momento certo;
  • Necessidade de oferecer produtos com desconto;
  • Custos excessivos de transporte;
  • Capital parado e perdas financeiras.

Como superar esse problema?

Segundo os princípios da Manufatura Enxuta, produzir apenas o que for necessário, quando solicitado pelo cliente, é uma forma de superar esse problema.

Assim, a programação puxada  é o caminho para resolver esse grave desperdício.

O sistema de produção puxada, portanto, envolve produzir com base nos pedidos efetivos dos clientes e status do estoque definido para cada produto.

Ao implementar os princípios da manufatura enxuta, a produção é organizada em fluxos de valor.

Asim, após o entendimento da demanda e da capacidade produtiva, é necessário estabelecer programação de produção “puxada” e “nivelada”, a partir da demanda efetiva e do status dos estoques, com um ponto único de programação dos fluxos de valor (pacemaker).

Nesse sentido, as questões-chave para superar o desperdício da superprodução estão relacionadas à: 

  • Visão de fluxo que exige processos conectados e que se aproximem do “one piece flow”, ou seja, lotes cada vez menores; 
  • Níveis de estoques definidos para cada produto: 
  • Uma programação da produção que deve estar voltada para atendimento da demanda efetiva e não do forecast; 
  • Estabelecimento do foco na eliminação de desperdícios reais identificados onde as ações acontecem (Gemba) e não em redução de custos contábeis.

Como resultado teremos a redução dos lotes, melhorando o fluxo de produção, o que leva à redução dos prazos de entrega, melhorando o atendimento ao cliente.

Portanto, ao eliminar o desperdício da superprodução, é possível identificar as causas de outros problemas nos processos produtivos que, geralmente, ficam “ocultos” com o excesso de estoque acarretado pela produção excessiva.

No próximo tópico, entenda o que é o desperdício de estoque, suas principais causas e como superá-lo.

Estoque excessivo

Entende-se como estoque: o estoque de matéria-primeira, de produtos acabados e o trabalhado em andamento. 

Tudo isso tem custo associado que impacta diretamente no lucro dos negócios. 

Afinal, estamos falando de espaço para armazenagem, recursos humanos, transporte e movimentação desse estoque excessivo, dados e perdas ocorridos durante o transporte, custos com baixa de materiais quando se tornam obsoletos, entre outros.

Causas do desperdício de estoque

  • Superprodução ou excesso de produção;
  • Falta de equilíbrio do seu fluxo de trabalho, fazendo com que o estoque se acumule antes ou após diferentes processos;
  • Matéria-prima solicitada antes da necessidade do cliente devido ao receio quanto ao fornecimento ou para aproveitar descontos por volumes;
  • Movimentação de grandes lotes de materiais devido à produção em lotes superdimensionados

Consequências do excesso de estoque

  • Aumento de custos financeiros para manutenção do excesso de estoque;
  • Comprometimento do espaço físico necessário para armazenar o estoque;
  • Aumento de custo de baixa de materiais quando se tornam obsoletos;
  • Gasto desnecessário com seguros; 
  • Capital parado;
  • Menos lucratividade;
  • Aumento do prazo de entrega;
  • Insatisfação de clientes.

Como superá-lo?

Como vimos, o excesso de estoque está diretamente relacionado à superprodução.

Assim, a superação desse desperdício segue a mesma lógica da eliminação da produção excessiva.

Portanto, o trabalho deve seguir os princípios básicos da manufatura enxuta e da produção puxada, com foco na produção de acordo com a demanda do cliente, como já mecionamos anteriormente.

Isso fará com que seja eliminada a principal causa do desperdício de estoque que é a superprodução.

Analisar o layout da fábrica para equilibrar os processos de produção vai garantir que o trabalho em andamento não se acumule entre os processos.

Afinal, no final das contas, é necessário fazer o que realmente o cliente deseja!

O objetivo aqui é alcançar estoques otimizados, com redução do lead time industrial, melhoria da qualidade de estoque de produtos acabados (nivelamento), redução dos estoques de insumos e em processo (WIP) e estabelecimento de rotinas de S&OP (Sales and Operations Planning) voltadas para o atendimento da demanda efetiva e resultados do negócio!

Agora que você já sabe a importância de combater o excesso de produção e de estoque em sua indústria, você pode contar com a Borgatti Consulting para alcançar grandes resultados!

A seguir, saiba por que você deve confiar na Borgatti Consulting para superar esses desafios.

Conte com a Borgatti Consulting para superar esses desafios!

Por que contar conosco? 

Somos uma empresa de consultoria especializada em gestão de operações de alta performance, que utiliza a combinação de Ciências das Operações e Metodologia Lean Demand Driven com Visão Financeira de Negócio.

Para nós, a definição de Lean é: “Busca Permanente do Fluxo Contínuo Demandado sem Desperdícios”.

Acreditamos que a verdadeira transformação Lean parte do foco no atendimento efetivo da demanda: a partir dela é que são organizados os fluxos de valor, os estoques e a programação puxada e nivelada.

Assim, consideramos que o verdadeiro Lean (Demand Driven) visa o alinhamento da demanda com a capacidade de todas as áreas operacionais, redução do tempo de resposta, de desperdícios e que está sempre fundamentado por uma visão de negócio.

Portanto, o Lean Demand Driven visa a organização de fluxos de valor e estoques para respostas rápidas ao mix demandado e eliminação de desperdícios. 

Conheça mais sobre o nosso trabalho, acessando nosso site: https://borgatticonsulting.com.br/

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